08 de outubro de 2009 - 21:35
Foi assim mesmo numa sexta-feira de via-sacra e jejum que Zé Mutenga decidiu dar a grande guinada em seu destino. Resoluto, marchava quase em desatino rumo ao primeiro bar que encontrasse. Iria por fim àquele martírio sem fim que estava vivendo havia pelo menos duas décadas. Sua vida fora até ali um marasmo, um massacre lento e silente, uma modorra interminável e era preciso dar um sentido a tudo nem que fosse para morrer sem sentir a libertação, num ato de sublimação extrema.