20 de maio de 2010 - 16:31
A PALAVRA/DOR
O poeta tira a palavra dicionária
com o travo da origem.
E, no engasgo,
apunhala o próprio peito,
para o grito surdo de uma dor que dorme.
MANHÃ E POEMA
Reverberar do alvor(e) ser,
viva a terra o direito de amar!
O cego vê, Deus se extasia.
O poeta alavanca palavras,
arreda nuvens,
destravando o olhar.
O poema silencia o trovão
quando o raio da palavra espedaça o ar.