
Nassci numa família que se diz católica, que me ensinou a rezar o credo, o pai nosso, a ave-maria... Mais tarde fui catequizado e ali aprendi mais um sem número de orações que repeti por longos anos de minha vida.
Quando “adolesci” ainda comecei a freqüentar as reuniões para realizar minha crisma, mas não perseverei. Logo abandonei, mais preocupado com meus hormônios que com minha vida de cristão.
Com os anos passando, com meu estudo aumentando comecei a por em xeque a existência de Deus e entrei numa faze de ateísmo por todos os “por quês” que me ocorriam. Não encontrava respostas e não me contentava com os dogmas. Por que simplesmente aceitar?
“Adulteci”, e ainda passo por esse processo diariamente, agora com um estado religioso diferente, não sei se ideal, se certo, se errado porque nessa questão qualquer mera discussão pode se tornar uma bela confusão. Hoje creio em Deus, indiscutivelmente, mas sem temores, sem expectativas extraordinárias, simplesmente creio, com o coração, com a mente, como um pai-mãe que sabe me ouvir e que sempre se dispõe a me ajudar. Converso com Ele e sei que sou ouvido. Hoje vejo Cristo como um grande homem, um homem iluminado e líder indiscutivelmente importante para o crescimento espiritual humano e pela disseminação do bem na Terra. Um filho de Deus como todos o somos, mas que soube ser mais, ir mais além; não foi à toa que ele dividiu o mundo cristão em duas grandes eras. Vejo a Bíblia um grande livro, fantasioso às vezes, controlador outras vezes, mas possuidor de grandes verdades, de muitos ensinamentos. E que mal tem em segui-la? Nenhum. O mal talvez esteja em segui-la sem interpreta-la com coerência, seguir palavras escritas a milênios à risca sim, pode ser perigoso, sobretudo se isso prejudica a liberdade de expressão de terceiros.
Quantas religiões não cristãs existem? E são tão boas e certas e norteadoras para o bem quanto as cristãs. Nunca soube de uma religião que pregasse o mal, seja a Budista, A Xantiista, a Judaica, a Cristã... I que se testemunhou ao longo da história foram atrocidade cometidas por homens em nome de Deus, o que, e aí sim, acabou por manchar algumas religiões.
Estamos na quaresma, período sagrado para os cristão, para os católicos, período de reflexão, de encontro, de sacrifícios... Pena que a caridade na maioria precisa de momentos assim para ser exercida, quando deveria ocorrer por toda a vida. Cristo não se policiou apenas nos 40 dias do deserto, não orou apenas à beira da morte, não fez o bem apenas por um momento, segundo os registros, fictícios ou não, os fez por toda a vida.
Hoje, não me considero católico, sou dos grupo dos crentes em Deus mas sem religião, sou dos que admiram Cristo mas sem idolatra-lo, dos que oram, mas pouco pedem. Já ganhei tanto de Deus! Ganhei a Vida! E com ela, posso chegar onde eu quiser.
Que cada homem/mulher consiga se refletir mais que olhar pro outro, se corrigir mais que podar o outro, crescer, mais que derrubar o outro, e que sendo cristão ou não, possa fazer o que Jesus teria dito: “Amar ao próximo como assim mesmo”. Essa é a verdade mais absoluta para se praticar o bem e crescer, em todos os sentidos!!