03 de setembro de 2009 - 19:11

Regulamentar o imposto sobre grandes fortunas, conforme prevê a Constituição Federal, é questão de interesse nacional. Ou pelo menos deveria ser. Não é uma batalha de rico contra pobre ou uma ofensiva de indigentes contra endinheirados.
Essa é a modalidade de imposto que, incidindo sobre os ricos, promove distribuição de riquezas, desestimula a acumulação ilegal de renda e contribui para o aumento da arrecadação do Estado.
O debate, nesse momento, é estabelecer critérios justos na redistribuição de renda. Isso não significa impor uma hipótese de aflição aos ricos pela acumulação de riquezas, mas simplesmente construir uma política tributária eqüitativa onde ricos e pobres possam estar em um mesmo patamar.
Se o Brasil amarga, hoje, uma posição vergonhosa em distribuição de renda é porque, até agora, não soubemos fazer o dever de casa. Fechar os olhos para fortunas preciosas como a do bispo Edir Macêdo e sua esposa que, de acordo com a “Veja” são donos de uma fortuna de US$ 4,7 milhões nos Estados Unidos em um “simples” imóvel de luxo, é ignorar a hora e a vez dos pobres.