16 de outubro de 2009 - 12:59
Júlia e eu nos tínhamos visto pela primeira vez em nossa adolescência. Numa época vibrante em que não pensávamos no dia seguinte. A vida acontecia na fácil felicidade do presente e o sonho dourado de então parecia infindável. Passamos a ser um só em alma e simplicidade, como raramente se vê na vida. Não havia manhãs em que ao menos não nos telefonávamos nem noites em que não dividíamos horas de conversas, descontração e alheamento ao mundo.