A revista semanal Isto É publicou no último final de semana uma edição especial Isto É 2016 para apontar as potencialidades do Brasil nas Olimpíadas de 2016 que o País vai sediar.
Entre os nomes que a publicação vê com chances de medalhas está a da judoca piauiense Sarah Menezes, de 21 anos. Sarah, teresinense, é a única competidora que treina no Nordeste.
No texto de oito páginas, nas quais descreve que o judô brasileiro é o único esporte a ganhar medalhas em todas as últimas sete Olimpíadas, Sarah Menezes é descrita como atleta dedicada.
“Chegar ao topo não é tão difícil quanto conseguir se manter entre os melhores” define a judoca. Ela iniciou o Mundial de Paris como a quarta colocada no ranking da Federação Internacional de Judô, na categoria até 48 quilos, e levou a medalha de bronze.
O coordenador técnico internacional da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson Silva aposta em Sarah Menezes: “Pelos resultados que a judoca vem alcançando, é provável que traga medalhas do Pan-Americano de Guadalajara, em outubro, e da Olimpíada de Londres”.
Melhor atleta
Sarah Menezes, destaca o texto, foi escolhida a melhor atleta do País em 2009, entre todas as modalidades esportivas, numa eleição popular promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
“Naquele ano, pela segunda vez consecutiva, a judoca havia conquistado medalha de ouro no Campeonato Mundial Sub-20. E não parou aí. Entre as suas vitórias recentes estão uma medalha de prata no Grand Slam do Rio de Janeiro e, nos Jogos Mundiais Militares, uma de prata e outra de ouro”, relata a reportagem.
Sarah se considera “um exemplo, principalmente para as crianças”. Para ela, quem acompanha sua trajetória “principalmente para quem vive fora dos grandes centros pode passar a acreditar mais na própria capacidade e sentir mais confiança e motivação para treinar”.
Carreira
Sarah Menezes foi admitida na seleção brasileira de judô em 2005, quando tinha apenas 15 anos. Lutava desde os nove. Ela faz parte de uma nova safra de atletas que se profissionalizaram quando a equipe feminina vivia um período de reformulação. Até 2007, as judocas brasileiras eram tratadas como as primas pobres do esporte. Em 2008, as judocas passaram a treinar separadas da equipe masculina e fizeram uma turnê em Cuba. No ano seguinte, os resultados começaram a aparecer.
A reportagem escrita por Solange Azevedo destaca que até os Jogos de Pequim, em 2008, “as vagas olímpicas pertenciam aos países e cada comissão técnica definia quais atletas participariam das competições. Agora, não. As vagas são dos próprios judocas. Eles vão juntando pontos ao longo de diversos campeonatos e fazem uma verdadeira matemática para conquistar posições no ranking da Federação Internacional de Judô”.
© 2009 Mais Foco, todos os direitos Reservados. Política de Privacidade.
Responsável: Editor-chefe Fábio Ferreira (DRT-PI 316/97) | E-mail: maisfoco@hotmail.com | Celular (89) 9908 7622