Um cenário com belezas paradisíacas em pleno contorno urbano em Picos. Trata-se do Vale das Águias, reduto de espécies dessas aves que se multiplicavam ao redor do povoado Cristovinho e bebiam e caçavam em abundância pelos leitos do Riacho dos Macacos.
O Vale das Águias está em estado degradado pela ação do homem em utilizar uma área imensa no povoado Altamira, como um dos maiores lixões do interior piauiense, concentrando todos os tipos de dejetos, que, por ação de ventos fortes e animais, se espalham a centenas de metros, contaminando as nascentes de água que surgem no Vale das Águias.
Os seus piscinões de encher os olhos estão rasos e o que mais se vê são restos de lixos, sacolas plásticas, pneus e muitos urubus, que substituíram ao longo do tempo, as exuberantes águias que voavam, em maior número, por ali.
Na redondeza das paisagens encantadoras do Vale das Águias ainda se vê cavernas profundas, habitadas por animais noturnos e peçonhentos, e pedras de formatos os mais diversos que dariam uma excelente trilha de aventureiros do ecoturismo picoense.
Arvores centenárias resistem a ação do homem e do tempo. Tem-se um tom conciliatório com a plantação de agricultura de subsistência ao seu redor. Muitos carnaubais de mais de quarenta metros fazem com que se tenha um norte de onde se está, quando se percorre por baixo, a pé, a região do Vale das Águias, que em tempos de inverno forte tem-se uma frondosa cachoeira caindo de mais de setenta metros em direção aos seus piscinões contaminados por lixo.
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